4 de março de 2009


Aconchegante de uma forma doente mas não doentiamente aconchegante. Pintura de quarto é meta linguagem. Radiografia da continuidade habitual, naquele instante parada, sufocada, pois o tempo-ritmo se perdeu. Houve um rombo entre o lençol e a coberta que se demonstrou um caminho para o infinito de memórias tediosas.
Os nossos pais debruçados sobre nós, e nós de olhos fechados, sentindo o peso dos olhares.
O quadro no quadro retrata o segundo preciso do agora lá. O segundo preciso do agora aqui não tem nada a ver, apesar de ser o mesmo, em algum nível de consciência entre planos.
Cama bloqueando a porta é sintoma de auto repressão e acuamento perante o mundo. Insegurança. Entende, Van Gogh? Você precisa de um acompanhamento psicológico, senão psiquiátrico. Além disso, você tem esse olhar sinistro. E é ruivo.

25 de fevereiro de 2009

J.

Não tire seus olhos de mim, eu quero ser vigiada.
Se me deixa só, eu perco a idéia sobre mim mesma. Posso ser grande demais, pequena demais, não importa. Sou invisível se você não me vê.

E então não importa aonde vou ou o que faço. Não importa nem mesmo o meu prazer. Eu quero te perguntar aonde vamos e o que vamos fazer. E que você me explique em detalhes como será tão boa a nossa tarde.
E que não importa se sou filha bastarda, se eu não tenho sentimentos, se eu estou perdida. Que não importa do que eu me esqueci e as minhas imprecisões sobre o mundo. Que simplesmente não vamos nos importar com nada que não seja a certeza de que estamos ali.

Smashing pumpkins acústico, Nirvana, vinho bom e muitos beijos. Estou morrendo de saudades.

8 de fevereiro de 2009

if you say so

eu nao posso di er que eu fico feli com o que me di
mas parece que nao tenho outra opicao se nao continuar respirando
porque, afinal, chega de querer morrer.

eu nao estou matando ninguem. e eu nunca tentei te matar. voce realmente acha que somos assassinos natos? eu bem sinto uma dor aguda muito muito profunda quando me vem com suas incerte as, eu sei como eh, nao precisa nem di er. se acha melhor soh esquecer, e isso for te aliviar o peito e te abrir pro mundo, preencher os dias ocos... entao va em frente e esqueca, e nao pense em mim mais em nenhum momento.

mas se nao, se eu produ ir dentro desse seu coracao alguma coisa doce. por favor, avise.

29 de janeiro de 2009

se alguem se lembra de mim, eh melhor me esquecer. eu que me lembro nao me gosto e se pudesse, deixaria-me.
Demora. Minuto passa tipo pingo de chuva escorrendo na telha longa la de cima. um buraco de canhao debaixo do meu pescoco. e na verdade foda-se. ninguem nunca quis ouvir o que nem eu aguento mais falar. na escuridao soh tem restos de palavras.

16 de janeiro de 2009

I CAN NOT BREATH UNTIL YOU'LL RESTING HERE WITH ME
realidade completamente relativa