13 de janeiro de 2011

vida loca

doubleraimbow

1 de janeiro de 2011

Gente legal mesmo. Muno grande mesmo. Uma caralhada de possibilidades mesmo.

valeu. e vamos em frente.

26 de dezembro de 2010

uhuuuuuuuuuuuuuuullll

YEAH! UHUL!

TUDO ISSO É MUITO DEMAIS.
QUANTO GENTE BONITA QUE EU PLANTEI NA MINHA VIDA.
QUANTO AINDA TEMOS PRA VIVER.

E EU GOSTO. EU GOSTO MUITO.

20 de dezembro de 2010

I'll laugh until my head comes off

Força centrípeta para ir cada vez mais rápido, mais rápido, mais forte, mais forte, para o centro do universo, para explodir o universo, para explodir o passado, para explodir o futuro, para explodir e girar cada vez mais rápido, mais forte.

Motor para a morte. se eu tivesse aprendido a odiar mais cedo o mundo estaria pela metade e você estaria sem dedos. e tudo seria mais justo e mais bonitos. de agora em diante, antes de qualquer coisa, eu vou jurar pela justiça e pelo sangue devidamente derramado, cantando o hino da França. nao há nada que uma noite de surra não resolva. quanto mais lascivo melhor, baby.

15 de dezembro de 2010

Uma moça gorda comendo picanha. Seus pés afundados numa poça enorme de esperma cocô catarro e água. A velhice impossibilitando a querida avó de respirar, você vê o dourado se aproximando. Você dá graças a deus que ainda tem força para ter raiva.


Uma xícara de café gelado que você me trouxe de manhã. Respiro aliviada sabendo que ficaram para trás. Uma vontade quase insuportável de dizer tudo aquilo que lhe desagradaria. De querer te fazer sofrer, assim como se quer fazer sofrer a quem se odeia.

Masturbação em banheiro público. Erros de grafia, nossa, como são ruins. Para que os caras consigam sentir o cheiro da sua vagina. E eu quase vomito. Eu vomito na sua cara. Eu cuspo na sua cara e eu vomito nela depois por um dia ter feito me deixado te amar. Por minha avó ter escrito no caderninho de aniversários e mortes a data da porra do seu aniversário. Espero que lá eu escreva o dia da sua morte, de câncer, com o meu nome.

7 de dezembro de 2010

isso não é nada

eu levanto. antes é no corpo. eu levanto e só depois abro os olhos. eu não penso em nada. eu penso acordei, e agora?

estou com um tipo de amnésia do despertar, confusão pós sonho.
eu prendo o cabelo.
eu penso ir ao balde, lavar o rosto. eu penso caminhar até a ponta esquerda no quarto e vou. a realidade toda coagulada tentando se manifestar nas coisas. eu penso tomar café.
eu penso, quem mais? quem mais está envolvido nisso?
eu sento na cama. a rua azulada da manhã brilhando atrás da cortina.
as açoes do dia estão se manifestam em volta de mim. são movimentos. movimento retilíneo segmentado, mal articulado, de respiração entrecortada e uma leve dor no peito - esse é o movimento da manhã. tudo pára, engasga, de manhã. abrir a porta - girar, puxar, girar. e no andar o corpo parece meio sem jeito. e o ônibus com seus atravancos. e nessa hora o sol já começou a ficar esperto e o pescoço sua um pouco, e eu tiro o casaco.
as vezes eu nem ponho casaco.

6 de dezembro de 2010

prazeres

meu corpo está cheio de drogas e eu não consigo me comunicar muito bem. alguns tem alergias, febres.o corpo expelindo ação todo o seu excesso. eu não. eu fico aqui assim, opaca, imóvel, com sutis desconfortos, grandes epifanias inverossímeis, uma música na cabeça: essas coisas que parecem morrer assim que são, que não ecoam. as vezes eu sinto que vou parar de existir. não desaparecer. não sumir. nem deixar. parar. parar de existir, sem nenhum alarde, nenhuma reverberação. eu vejo uma tira de papel manteiga ao lado do meu pé, bem ao lado. eu estou lá parado. eu deixo de existir. a folha está lá, e não se moveu nem um centímetro. assim.
e ao mesmo tempo, tudo se movendo como se o mundo tivesse trepando consigo mesmo. sexo, sexo. os olhos das pessoas, úmidos, se movendo de um lado pro outro. risada, brigas. as pessoas ás vezes suam irritação aqui. às vezes elas suam suas próprias, únicas, infinitamente singulares razões.
 
a vida, esse espacinho de tempo, escapa todos os dias. e é incrível quando ás vezes mostra a sua cara. eu diria que é uma máscara neutra, que as feições mudam a cada micro segundo, numa pulsação misteriosa.
assim que é, deixa de ser.