17 de abril de 2014




Lambe lagrima de sal numa bochecha macia
O olho resta aberto contra tudo que não faz mais sentido, como que dormindo e chorando ao mesmo tempo.  Está assim, expelindo sem dar-se conta disso ou do quê.  Aberto, as imagens se esmagam pela Iris, se refazem de cabeça pra baixo na retina, o cérebro transforma tudo em sonho mas eu não tenho acesso. A realidade paira quieta. O olho aberto, lagrima escorrendo, bochecha fria de sal, a língua doce.  Não acontece o que deveria acontecer. O pensamento quieto. a mesma imagem  se esmagando , se refazendo na retina, em algum lugar se faz sonho. Qual?  E os cílios úmidos. E a coisa arrastada, se achata em um sem numero de repetições, um sem hora desse filme mudo e estático. Paisagem do quarto do meio.

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