20 de setembro de 2007

Lanternas e sinos

Tac tarac tarac tac tarac tarac tac tarac tarac tac Tac tarac tarac tac tarac tarac tac Tac tarac tarac tac tarac tarac tac tarac tarac tac

Quando os tambores soam como o coração de deus. Quando sua própria respiração se integra suavemente e ininterruptamente à rotação do universo. Quando o homem pensa em virar padre. Quando a santa sabe que santa é. Quando a baleia canta lá no fundo e fez uma criança nascer aqui em cima. Quando Alice abre os olhos. Quando a pólvora dispara. Quando, enfim, chove!

Dumc durunc durunc dumc durumc durumc dumc

Quando quinze mil olham juntos para o mesmo céu.

Quando os braços são agitados envolta do corpo em transe. E os dedos formigam. E a beleza se manifesta em meia fração de segundos em um lugar onde você não pode identificar mas está lá e sempre esteve e quem era você que não viu antes?

E as peles queimam sob o mesmo sol, e recebem a mesma benção do sal do mar que se estende até lá o fim. Esse arrepio. Tudo isso.

Os tambores dizem “não há o que temer. O escuro escorre e amacia a alma. O veneno da mais cruel cobra amolece os ossos e faz o velho homem descasar em paz. Assim, de levinho, é só escutar com atenção Shhhhhhhhh..... aí vem um passarinho!”

Nenhum comentário: